abril 03, 2012

Vão se foderem

Eu não gosto de expor minha vida na internet, mas considerando o fato de que tenho apenas a Camila como seguidora, não faz diferença.
Eu odeio minha família. De verdade.
Minha mãe, por mais que ela tente, ela nunca vai conseguir me entender ou entender a doida da minha irmã. É triste ver que ela é se importa, mas não consegue fazer nada pra melhorar a situação. Às vezes, ela até piora. Normal ter brigas entre mãe e filhos, o pior mesmo tem sido essa lacuna que sinto entre o sentimento materno: já não consigo sentir o mesmo amor de quando eu era criança, ou pelo menos um pouco mais imatura.
Falando com um menino (do qual nem mesmo sei o nome) fui descobrir o verdadeiro sentido da vida. Não que eu acreditasse na vida ser um "mar-de-rosas", mas me frustei ao perceber a realidade: "A vida é uma centelha entre dois vácuos. Observe, se você olhar profundamente para o centro da vida encontrará sempre o desespero." disse-me ele.
Na prática acontece o mesmo: Nunca me vi numa posição de total aprazibilidade. Nem mesmo quando eu costumava ser saudável e feliz. E por incrível que pareça, em pequenos versos, ele me fez rever toda a minha vida. O resultado disso tudo, é que percebi mesmo não querendo , que nasci envolta de caos, que sou o caos.
Lara, um tanto complexa como é, não passa apenas de uma pessoa desnorteada. Sinto pena dela. Sinto pena dos loucos. Querem apenas ser compreendidos, querem fazer parte do mundo ou se afastar dele. Como irmã, me sinto impotente; ajudar todos tentam, poucos são os que conseguem.
"Amanhã, quando você acordar. Queira acordar". Vi outro dia no flickr de uma menina, certa está ela. Pensei verdadeiramente em usar os pensamentos da Camila: levantar sempre com pensamentos positivos, erradiar bons ares. Felicidade não-manipulada é algo que estou em abstinência por tempos. Há dias que não deixo de trapacear a mim mesma. Maqueio sempre a mesma mentira com formas diferentes. Acordar agora, é uma coisa que não quero mais.
Mas não é só isso, é sempre o mesmo. As mesmas músicas. As mesmas roupas. As mesmas pessoas. Os mesmos lugares. Os mesmos sentimentos ruins de sempre....... Mas me recuso a tornar isso trivial novamente, quero mesmo uma vida alternativa.
O fato de sermos tão parecidos assim como maior parte das pessoas dizem me encomoda. Não quero ser como você. Pai é apenas uma palavra vazia para mim, sem expressão nem sentimento. Grande impulso o seu (juntamente com o da Camila) para me fazer, aos poucos, parar de gostar dos homens. Sua presença aqui não só na minha casa, mas na minha alma como um todo me machuca, e eu te odeio. Sua imagem reprimida gerou em mim um enorme medo. O medo da frustação.
Com tantas experiências de vida e sendo ainda tão nova psicologicamente e fisicamente falando só me restou uma única coisa para comigo mesma. Não. Não são histórias de rancor e melancolia para contar por aí, nem sentimentos de revolta e indignação. Sendo sincera, a única coisa que conquistei convivendo com cada um de vocês foi eu mesma. E a mim, só eu tenho. E eu, só tenho a mim.
Vivo de ansiedade exarcebada e constantes infortúnios sobre o meu ser. Não gosto da minha pessoa e deixo de me amar por isso, mas meu maior crime foi me ""aceitar"". Continuar a persuadir nos meus próprios erros. Não mudar, acostumar-se com meus defeitos e mantê-los. Minha maior decepção: eu mesma, ao ver-me errar e mesmo assim, se pôr a ficar de braços cruzados.
Eu tento, mas a vida não é OBA-OBA!

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